É importante, quando concluímos um projecto, avaliá-lo. A avaliação deve estar prevista e integrada no projecto inicial.
Obviamente, os seus métodos serão estabelecidos de acordo com o tipo de avaliação e de indicadores disponíveis.
Mas é obrigatório avaliar, não só o resultado, como também o caminho percorrido sublinhando os seus aspectos positivos e não esquecendo os negativos.
Consideramos que a elaboração de um relatório é um bom método para, de um modo claro, objectivo e sucinto, possamos descrever a situação à partida, o processo, os reajustamentos pontuais e a situação à chegada.
Ao elaborar o relatório da Semana do Idoso em Vale da Pinta e depois de tentarmos relatar num documento o que ao longo de cinco dias vivenciamos com os idosos da freguesia, do concelho e arredores, sentimos algumas dificuldades em transmitir fielmente o que na realidade aconteceu, pois foi uma experiência fantástica de partilha e renovação de saberes.
Tendo em conta as condições da sociedade em que vivemos, este projecto foi orientado para a resolução de problemas, considerados importantes e reais: o envelhecimento da população, o isolamento dos idosos, a falta de informação e acesso a melhores condições de saúde.
Pretendíamos facultar novas aprendizagens, rastrear e prevenir doenças, assim como proporcionar momentos de lazer.
Esses objectivos foram atingidos.
E consideramos os objectivos atingidos porque todos os dias tivemos o prazer de receber cerca de cem idosos.
Idosos esses que individualmente ou com as instituições que os acompanharam, para além de estarem presentes, colocaram dúvidas, partilharam experiências. Participaram.
Participaram também enfermeiras, médicos, empresas, entre outros. A todos eles, o nosso muito obrigado.
Foi com eles e através deles que conseguimos transmitir a nossa mensagem. A mensagem de que estamos aqui para a comunidade, desinteressadamente a trabalhar para um futuro melhor.
A dificuldade não está em revelar os resultados. Esses são visíveis nos números e nas estatísticas do evento. Difícil é descrever o que sentimos quando olhamos em redor e vemos a alegria e a confiança que os menos jovens depositam em nós.
Foram os olhares esclarecidos nos diferentes workshops, foram os sorrisos e algumas lágrimas partilhados ao som do fado cantado por uma criança e dos poemas lidos por um idoso, foi um maravilhoso dia passado nos Jardins da Gulbenkian ao som da gaita-de-beiços e ao sabor dos pastéis de Belém… foram estes os momentos difíceis de avaliar, porque não existe cotação a dar ao que sentimos e partilhamos.
Foi também dignificante presenciar o interesse dos colegas de outras autarquias, de outros concelhos e distritos, em se juntarem a nós para se inteirarem da melhor forma de organizarem este tipo de eventos.
É já antiga a expressão:
“Caminhante não há caminho, o caminho faz-se andando.”
E assim, todos nós caminhantes e crentes iremos prosseguir o nosso caminho com coragem e esperança.